Sumário Econômico 1556

46% da segunda parcela do 13º salário deverão ser gastos no varejo - Dos R$ 90,6 bilhões a serem pagos a trabalhadores formais, aposentados e pensionistas em dezembro, R$ 41,3 bilhões deverão se destinar ao consumo de bens e R$ 21,1 bilhões servirão para o pagamento de dívidas. Segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao fim deste ano, o pagamento do 13º salário terá totalizado R$ 204,4 bilhões – 1,8% a mais em relação aos R$ 200,9 bilhões pagos ao longo de todo o ano de 2017. Descontada a inflação, o volume injetado na economia apresentará, portanto, um recuo de 2,3% em relação ao total pago no ano passado – maior queda real desde 2015 (-4,2%).

Vendas do varejo crescerão pelo segundo ano seguido, mas ainda estão 10% aquém do nível pré-crise - Sem efeito PIS/Pasep, vendas recuaram no mês de outubro, mas avançaram 6,2% no comparativo anual. Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de +4,5% para +4,8% a expectativa de crescimento para 2018, e de +5,2% para +5,5% previsão para 2019. O fraco desempenho do comércio varejista brasileiro em outubro não impedirá que as vendas fechem 2018 com alta pelo segundo ano consecutivo. Segundo projeção da CNC, a inflação sob controle, a tendência de recuo nos juros ao consumidor e o resgate gradual do ritmo de avanço do mercado de trabalho deverão garantir avanços de +4,8% no varejo ampliado em 2018 e de +5,5% em 2019.

Iatur, mais uma boa notícia - À medida que o tempo passa, as evidências da retomada da economia nos trilhos do crescimento vão se confirmando. Em 2017, após crescer apenas 1,1%, a economia não criou novos postos de trabalho. Em 2018, sofreu reveses e frustração com os prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros. Assim, o crescimento esperado de 1,3% para este ano poderá ficar aquém do que poderia ser, caso a greve não tivesse acontecido. Nos dez primeiros meses de 2018, a economia criou 791 mil novos empregos, enquanto, no mesmo período de 2017, 302 mil. A taxa de variação é alta, 162%, uma vez que a base de comparação é fraca. Mas, por conta da retração do saldo em dezembro (329 mil demissões), a economia encerrou 2017 com menos 21 mil postos de trabalho. Até novembro, a geração líquida havia ficado perto de 300 mil novos empregos formais.

FMI avalia gestão de investimentos públicos no Brasil - Por solicitação da Secretaria do Tesouro Nacional, o Fundo Monetário Internacional (FMI) conduziu recentemente um estudo avaliando a qualidade da gestão dos investimentos públicos no Brasil. O relatório técnico foi conduzido pelo setor de assuntos fiscais da instituição e contou com a participação do próprio Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento. O Brasil, por ter um tamanho continental, possui uma grande demanda por investimentos em infraestrutura. Entretanto, apesar de esforços pontuais do setor público, há um déficit significativo entre as necessidades de investimentos e o que de fato se apresenta atualmente.

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