Sumário Econômico 1559

Com ajuda da Black Friday em novembro, varejo consolida recuperação e tem o melhor novembro em quatro anos - De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em novembro, o volume de vendas dos dez segmentos que integram o comércio varejista no conceito ampliado avançou 1,5% em relação ao mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Esse foi o melhor resultado nesse tipo de comparação desde 2014, quando o indicador mensal avançou no mesmo ritmo (+1,5% em relação a outubro daquele ano). Os destaques de novembro foram os segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico (+6,0%) e móveis e eletrodomésticos (+5,0%). Esses segmentos são, tipicamente, aqueles mais impactados pelo aumento das vendas decorrentes da Black Friday, evento caracterizado por ações coordenadas de promoções em diversos segmentos do varejo, mas, especialmente, naqueles de linha branca e eletroeletrônicos.

Intenção de Consumo das Famílias avançou 5,1% em janeiro - Elevação de 5,1% na Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em janeiro surpreende, ultrapassando a variação de dezembro do ano passado (4,2%), tornando-se a maior alta mensal da série iniciada em janeiro de 2010. A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apurou que o índice apresentou variação histórica no primeiro mês de 2019, a mais alta em 109 meses. Além da continuidade da melhoria da economia brasileira, a essa variação podem ser creditadas a confiança e as expectativas das famílias com relação aos rumos da economia com o novo governo. No contexto de perspectivas mais otimistas e favoráveis ao consumo, aliado à tentativa de se gerar melhores condições para o investimento, a CNC revisou sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) no corrente ano um pouco acima do mercado: +2,6%. Além disso, espera aumento do volume de vendas do varejo em 4,8% em 2018; e 5,5% em 2019.

FMI reduz expectativa de crescimento da economia mundial de 2019 - Na edição de janeiro de 2019 do World Economic Outlook (WEO), o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para 3,7% a expectativa de crescimento para a economia mundial, 0,2 ponto percentual (p.p.) abaixo da projeção da sua última edição, divulgada em outubro do ano passado. Na publicação, a instituição avalia que a revisão reflete os efeitos negativos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, a desaceleração de alguns países-chave no final de 2018, além das condições financeiras menos favoráveis. O FMI também avaliou que o balanço de riscos tende para o lado negativo, ou seja, alguns fatores podem fazer com que o crescimento seja ainda menor do que o esperado. O aumento das tarifas de importação no comércio entre Estados Unidos e China pode ter desdobramentos maiores. Adicionalmente, as condições financeiras podem se tornar menos favoráveis, com redução da liquidez internacional. Outro risco negativo consiste na dificuldade de um acordo satisfatório entre Reino Unido e União Europeia.

Investimentos chineses no Brasil - Os investidores chineses consideram o Brasil o principal país na América Latina, recebendo 55% dos investimentos direcionados para o continente. As explicações para esse fato, além do tamanho e da posição geográfica e de ter o maior Produto Interno Bruto (PIB) da região, foram o afastamento da influência estadunidense e o recente cenário de crises políticas e econômicas no Brasil. Atualmente, de acordo com a base de dados consolidada do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), apenas quatro das 27 unidades federativas do Brasil não possuem algum tipo de presença dos investimentos chineses.

Mercado de trabalho (PNAD) - A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) é uma velha conhecida dos economistas brasileiros. Ela é a principal fonte de informações econômicas e sociais do País. A partir de 2015, informações da PNAD sobre o mercado de trabalho começaram a ser divulgadas em bases mensais, substituindo a antiga Pesquisa Mensal de Emprego (PME), no que passou a ser conhecida como PNAD Contínua, cuja série se inicia em março de 2012. Ao contrário da PME, cujas informações cobriam seis regiões metropolitanas no País, a PNAD investiga perto de 210 mil domicílios em cerca de 3.500 municípios, objetivando uma visão muito mais ampla do mercado de trabalho brasileiro.

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