Sumário Econômico 1560

Perspectivas para o comércio exterior e o crescimento econômico na América Latina - O comércio exterior na América Latina e Caribe cresceu em 2018 em meio às tensões globais protagonizadas pelos Estados Unidos e os principais sócios comerciais, as quais exigem maior integração regional e das cadeias de valor. Segundo estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), após o fluxo do comércio da região (que inclui o México) ter registrado desempenho negativo no quadriênio 2012-2016, os valores das exportações e das importações de bens aumentaram no ano passado. As exportações para outros países cresceram 9,7%, puxadas pelo avanço de +7,6% nos preços dos produtos e de +2,1% no volume. Já o valor das vendas dirigidas à própria região aumentou 12%. As importações regionais também se recuperaram em 2018, com valores que aumentaram 9,5%, nesse caso, +4,9% em termos de quantidades importadas, seguidas do aumento dos preços, +4,6%.

Balanço econômico de 2018 - O ano de 2018 começou com boas expectativas para a continuidade do processo de recuperação da atividade econômica. Apesar de ter sido um ano de avanços, sobretudo para o comércio varejista, também foi um ano de frustrações em relação ao crescimento econômico. As perspectivas de insustentabilidade das contas públicas e as incertezas político-eleitorais, somadas aos efeitos negativos da paralisação dos caminhoneiros, pesaram sobre o desempenho de diversos setores da economia brasileira que acabaram apresentando baixo crescimento. No início de 2018, as projeções da pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central junto aos principais analistas do País, indicavam uma expectativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do ano de 2,8%. Porém, a recuperação da economia brasileira após a longa e profunda crise econômica tem sido mais lenta que o previsto, e, até o terceiro trimestre do ano, o avanço foi de apenas 1,4%, ou seja, o ritmo de crescimento foi metade do previsto.

Mercado continua reduzindo estimativa para o crescimento de 2019 - No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (25/01), a mediana das expectativas para o IPCA teve ligeira queda, alcançando 4,0%. Essa foi a segunda semana consecutiva de baixa. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,40% para janeiro, 0,41% para fevereiro, e 0,35% para março. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,42%, 0,37% e 0,34%, respectivamente, valores próximos dos estimados pelo mercado. A mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2020 manteve-se em 4,0%, e, para 2021 e 2022, a estimativa é de 3,72%. Na última reunião do Copom, a meta da taxa de juros Selic permaneceu em 6,50% ao ano. A próxima reunião será nos dias 5 e 6 de fevereiro, quando se espera, novamente, que o Banco Central não altere a taxa.

Atividades turísticas melhorando - Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, junto à Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do mês de novembro, o Iatur, que é um subproduto dessa pesquisa que mede o volume das atividades do setor de serviços relativas ao segmento turístico, espécie de indicador do volume de vendas reais dos diversos segmentos voltados a atender o não residente local em serviços como transporte, hospedagem, alimentação, cultura, lazer e agenciamento de viagens. Apesar da variação negativa do mês (-1,1%), os cômputos das atividades turísticas – como, por exemplo, no acumulado do ano (2,0%) e em 12 meses (1,2%) – nas 12 regiões mostraram que, de um modo geral, as empresas desses setores vêm se recuperando progressivamente dos prejuízos causados pela recessão de 2015 e 2016 e de seus extensos efeitos.

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