Maia defende texto de consenso para simplificar o sistema tributário brasileiro

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Maia defende texto de consenso para simplificar o sistema tributário brasileiro
Maia defende texto de consenso para simplificar o sistema tributário brasileiro
Crédito
Carlos Terra

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, participou da instalação da comissão da reforma tributária na manhã desta quarta-feira (10/07) e defendeu um texto de consenso para organizar e simplificar o sistema tributário brasileiro. O colegiado elegeu o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) presidente e indicou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) o relator da proposta (PEC nº 45/2019). 

De acordo com Rodrigo Maia, a decisão do governo de governar sem coalizão fortalece o Parlamento porque dá mais liberdade para que a Câmara possa votar suas pautas. “A reforma tributária é um desafio diferente: a previdenciária unifica a federação e divide a sociedade; já a tributária divide a federação e unifica a sociedade. Nosso desafio é harmonizar essas divergências para que a gente consiga ter um texto que organize melhor o sistema tributário brasileiro”, destacou.

O texto em análise, proposto pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP) acaba com três tributos federais – IPI, PIS e Cofins. Extingue também o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. No lugar, é criado o IBS - Imposto sobre Operações com Bens e Serviços, de competência de municípios, estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos, esse de competência apenas federal.

Senado

Os senadores também vão passar a analisar uma proposta de reforma tributária, baseada na PEC nº 293/2004, aprovada em comissão especial da Câmara em dezembro e que teve a relatoria do ex-deputado Luiz Carlos Hauly. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou ontem que a PEC nº 110/2019 começará a ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça daquela Casa.

A proposta de reforma tributária

- Simplifica o sistema tributário, substituindo cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)

- Transição vai demorar dez anos, sem redução da carga tributária

- Proposta também cria o Imposto Seletivo Federal, que incidirá sobre bens e serviços cujo consumo se deseja desestimular, como cigarros e bebidas alcoólicas

Características do IBS:

- terá caráter nacional, com sua alíquota formada pela soma das alíquotas federal, estaduais e municipais; estados e municípios determinam suas alíquotas por lei

- incidirá sobre base ampla de bens, serviços e direitos, tributando todas as utilidades destinadas ao consumo

- será cobrado em todas as etapas de produção e comercialização

- será não-cumulativo

- contará com mecanismo para devolução dos créditos acumulados pelos exportadores

- será assegurado crédito instantâneo ao imposto pago na aquisição de bens de capital

- incidirá em qualquer operação de importação (para consumo final ou como insumo)

- nas operações interestaduais e intermunicipais, pertencerá ao estado e ao município de destino

Fonte: Agência Câmara