Para CNC, nova política econômica impulsiona redução do número de desempregados no País

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Com a geração de 376 mil novas vagas de trabalho, setor de comércio é protagonista em queda da taxa de desemprego
Com a geração de 376 mil novas vagas de trabalho, setor de comércio é protagonista em queda da taxa de desemprego
Crédito
Divulgação

03/02/2020

O bom momento do comércio, estimulado pelas contratações de fim de ano, ajudou o País a terminar o trimestre encerrado em dezembro com a taxa de desemprego em queda, fechando 2019 em 11% - menor patamar desde março de 2016 -, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi registrada a geração de 376 mil novas vagas no setor em relação ao trimestre terminado em setembro. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a melhora no indicador é consequência direta da nova política econômica adotada pelo Governo, que tem resultado em fatores como inflação e juros baixos. 

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a percepção de uma recuperação gradual da economia já havia sido sinalizada pelos aumentos da confiança dos empresários do comércio (Icec) e da intenção de consumo das famílias (ICF), que tiveram, em janeiro de 2020, seus melhores índices em anos. "Estamos atravessando agora, com esse choque de capitalismo, uma readaptação das nossas estruturas econômicas, e o trabalhador, por sua vez, se sente seguro no seu emprego e se acha apto a consumir", afirma Tadros, indicando que a tendência é que o desemprego diminua cada vez mais, mantida a conjuntura atual.

Informalidade

Por outro lado, ainda de acordo com o IBGE, 2019 também marcou recorde nos empregos informais, com 38,7 milhões de pessoas sem carteira assinada. Na comparação com 2018, o ano passado registrou um aumento de um milhão de pessoas no grupo da informalidade. De acordo com o presidente da CNC, o cenário não deve mudar enquanto a reforma tributária não for aprovada. "Hoje, o ambiente de negócios no Brasil não é propício pra novos investimentos, notadamente no campo da micro e pequena empresa, que não conseguem ter lucratividade, porque os impostos sugam todo o lucro e não permitem que você tenha estímulo a empreender", destaca Tadros, que completa. "Esperamos que, com a redução da carga tributária, crie-se um ambiente de negócio onde o empresário possa ter lucro, e que esse lucro seja transformado, obviamente, em novos investimentos, em emprego, em renda e em consumo".