Sumário Econômico - 1604

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Sumário Econômico
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GECOM/PV

Balança comercial em 2019 e expectativas para 2020 - A balança comercial brasileira encerrou 2019 com saldo positivo de US$ 46,7 bilhões, e volume (exporta­ções + importações) de US$ 401,3 bilhões, ambos os va­lores menores do que os de 2018, -19,6% e -4,6%, respec­tivamente. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, as exportações acumularam US$ 224 bilhões (-6,2%), e as importações, US$ 177,3 bilhões (-2,1%). No cenário internacional, a ausência de uma esca­lada de riscos externos no radar, associados a novos aumentos da taxa de juros nos Estados Unidos, a taxas menores de crescimento da economia chinesa e ao acir­ramento da crise macroeconômica na Argentina, deverá ainda beneficiar o comércio exterior brasileiro este ano.

Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional representam 47,3% do PIB - Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito do siste­ma financeiro aumentou 1,1% em novembro de 2019 contra o mês imediatamente anterior, o quarto crescimento con­secutivo. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,4 trilhões no último resultado, representando 47,3% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em novem­bro desse ano, a variação foi de +6,3%, 2,0 p.p. acima da variação de +4,3% observada no mesmo período em 2018. Corroborando com essa taxa positiva e mais intensa, em relação à comparação anual, no acumulado do ano, houve um avanço de 4,7% no crédito. Outra análise feita pelo Banco Central soma o saldo dos empréstimos e financiamentos com os títulos de dívidas e a dívida externa, chamando esse resultado de crédito am­pliado. O saldo desse crédito ampliado correspondeu a R$ 10,2 trilhões em novembro, representando 141,6% do PIB. Dentro dele estão incluídos empréstimos e financiamentos (35,6% do total), títulos de dívidas (43,0% do total) e dívida externa (21,4% do total). Somente o Sistema Financeiro Na­cional, presente dentro da categoria de empréstimos e fi­nanciamentos, representou uma parcela de 33,4% do total e 93,7% dessa modalidade. O resultado ampliado variou +2,2% entre outubro e novembro de 2019, sendo que, no acumula­do do ano até novembro, houve um crescimento de +8,1%. Corroborando com essas taxas positivas, no acumulado dos últimos 12 meses terminados em novembro de 2019, houve avanço de 10,0%. O governo geral representou 44,1% do volume desse crédito, enquanto as empresas e famílias corresponderam a 55,9% do total.

Avanço no consumo de energia elétrica no comércio, em serviços e residencial - De acordo com os dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética em sua resenha mensal de mercado de energia elétrica, número 147, de dezembro de 2019, em relação aos dados de novembro, registrou-se, para os esta­belecimentos de comércio e serviços, o consumo de 8.118 Gigawatts-hora (GWh), montante 7,2% maior do que em igual mês no ano anterior. Parte desse desempenho é explicado para climatização, favorecida pela ocorrência de temperaturas mais elevadas no período de análise (que inclui parte do mês de outubro), em relação àquelas observadas em 2018.

Recuperação em curso e crescimento - Que a crise no Oriente Médio entre Irã e os Estados Uni­dos implicará consequências para a economia brasileira, não restam dúvidas; sobretudo nas relações comerciais in­ternacionais, bem como no direcionamento da condução da política econômica doméstica. Como efeitos desse processo, elencam-se melhora do emprego, vendas crescentes do comércio, queda dos ju­ros, estabilidade cambial (mesmo depois de oscilações), inflação controlada e fluxo de produção de bens e servi­ços no mesmo patamar do ano passado, mas com maior dinamismo no terceiro e quarto trimestres. Em adição, agora, em 2020, as expectativas são, portanto, melhores e diferentes do começo de 2019. Dessa forma, os resulta­dos esperados deverão ser benignos em relação a 2019, e a consecução das reformas será determinante para que os efeitos externos não aportem no Brasil cerceando o ritmo da recuperação e do crescimento.