Escritores debatem experiências literárias no Festival da Palavra

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Jornalista e escritor maranhense Celso Borges é um dos participantes do Festival
Jornalista e escritor maranhense Celso Borges é um dos participantes do Festival
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Divulgação

15/10/2019

O Sesc Ceará realiza, de 15 a 18 de outubro, o Festival da Palavra – O Movimento das Letras que Gritam por Liberdade, promovendo encontros com poetas, contistas, romancistas e cordelistas na cidade do Crato. Oficinas, espetáculos narrativos, debates, saraus, performances e café literário compõem a programação com escritores do Ceará, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Pará, Sergipe e Distrito Federal.

Nos encontros, os convidados refletem sobre a relação da literatura com território, memória, identidade, ancestralidade, feminismo, poesia popular e incentivam a aproximação com a leitura. Dando início ao festival, a oficina “Contar Histórias, Reinventar o Mundo”, da escritora Danielle Ferreira, acontece às 14h no Sesc Crato e demonstra ferramentas para a narração criativa. A autora também conduz uma performance inspirada nos contos do folclorista e historiador, Luiz Câmara Cascudo.

O escritor baiano Itamar Vieira Junior, ao lado do jornalista e crítico literário Tom Farias, que escreveu a biografia da autora Carolina Maria de Jesus, debatem o protagonismo negro no campo literário. 

Referências da literatura nacional, como o poeta Nicolas Behr e o jornalista e escritor maranhense Celso Borges, e novos escritores caririenses investigam as diversas possibilidades expressivas e inquietações no Conexão Poética. Behr é um dos expoentes da Geração Mimeógrafo, que na década de 1970 criou espaços para a poesia marginal no mercado editorial brasileiro. Em suas composições, Borges explora interseções entre a poesia e a música com seus livros-CD XI (2000), Música (2006) e Belle Époque (2010). O poeta caririense Daniel Batata se destaca por seu processo criativo a partir de imagens do cotidiano. Claudia Rejane, Ermano Morais, Claudio Reis também participam do debate.

Há espaço também para a literatura indígena, com Marcia Kambeba. A autora paraense da etnia Omágua/Kambeba publicou o livro de poesias Ay Kakyti Tama – Eu moro na cidade, no qual busca desconstruir o colonialismo. Junto com a poeta feminista Nina Rizzi, ela reflete sobre ancestralidade no debate “Vozes mulheres – viver para contar”

No dia 17, cordelistas participam do Sarau Poesia Plural em uma escola pública no Crato, e os convidados são: Josenir Lacerda, primeira mulher caririrense a entrar na Academia Brasileira de Literatura de Cordel; Daniel Gonçalves, neto de Patativa do Assaré; Pedro Ernesto de Morais; e Luciano Carneiro.

No encerramento do festival, a poesia popular será versejada pelos irmãos cantadores pernambucanos Greg Marinho, Miguel Marinho e Antonio Marinho, integrantes do grupo Em Canto e Poesia. A apresentação acontece dia 18 de outubro, às 19h30, na Praça Siqueira Campos.