Presidente da CNC fala sobre os impactos da covid-19 no setor em programa do Correio Braziliense

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José Roberto Tadros deu entrevista para o CB.Poder, realizado pelo jornal em parceria com a TV Brasília
José Roberto Tadros deu entrevista para o CB.Poder, realizado pelo jornal em parceria com a TV Brasília

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, participou, na última quarta-feira (9/9), do programa CB.Poder, realizado pelo Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília. Entre outros temas, Tadros falou sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus no setor de turismo, um dos mais afetados pela crise. Segundo o presidente da CNC, o segmento acumulou 446 mil demissões e perdas de R$ 153 bilhões até o mês de julho.

“O setor de turismo já vinha sofrendo mesmo antes da pandemia, sobretudo por causa dos problemas de segurança pública no Brasil. Com o surto de covid-19, porém, o estrago foi ainda maior”, afirmou, ressaltando que “qualquer leitura que se faça na atual conjuntura, terá de ser reanalisada no futuro”.

Considerado o pico, abril foi o mês que registrou o maior número de demissões (174 mil), seguido por março (104 mil), junho (44 mil) e julho (40 mil). Por mais que as perdas do setor venham diminuído gradualmente nos últimos meses, Tadros projeta que, mesmo que uma vacina tenha sucesso a curto prazo, o processo de recuperação econômica não se dará de forma rápida. “Uma estrutura que perdeu quase R$ 200 bilhões não se recupera da noite para o dia, é um processo lento”, disse.

Comércio
Sobre o comércio, José Roberto Tadros destacou que o setor tem algumas vantagens em relação ao turismo, principalmente por causa dos hábitos de consumo, que divergem da compra de pacotes de viagens. O comércio se revigora rapidamente, porque a partir do momento que a população começa a sentir segurança ela volta às ruas. Todos nós temos a necessidade de olhar o produto para comprar. Há a vantagem, ainda, de espairecer, caminhar, olhar as lojas e sentir a textura do produto”, afirmou Tadros. “Com o turismo não é assim, é um processo que começa nas agências de turismo, passa pelas empresas, hotelarias, lanchonetes, restaurantes, etc. É um processo grande para convencer o turista a vir".