13 February, 2019

Comércio varejista teve alta de 5,0% em 2018

CNC avalia que inflação e juros mais baixos influenciaram os resultados do ano p

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CNC avalia que inflação e juros mais baixos influenciaram os resultados do ano passado, mas crescimento não foi suficiente para

O varejo ampliado (que engloba todos os setores do varejo mais os segmentos automotivo e de materiais de construção) teve um crescimento de 5,0% no ano passado, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 13 de fevereiro, pelo IBGE. O valor é o segundo aumento anual seguido, após o avanço de 4,0% registrado em 2017, e consolida a retomada da economia, mesmo que de forma lenta.

“Por trás dos resultados positivos de 2018, há, claramente, a contribuição positiva da ainda baixa taxa de inflação (+3,75%)”, afirmou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. “No comércio varejista, os preços dos bens de consumo duráveis (+1,67%), semiduráveis (+0,89%) e não duráveis (+3,32%) apresentaram variações abaixo do IPCA”, completou Bentes.

Apesar dos resultados positivos, o varejo ainda não se recuperou totalmente dos estragos causados pela crise econômica que persistiu até 2016. No varejo ampliado, a crise durou 48 meses e gerou uma perda acumulada de volume de vendas de 22,1% entre agosto de 2012 (recorde de vendas anterior à crise) e agosto de 2016 (mês de menor volume de vendas). Em valores monetários, essa retração foi de R$ 29,5 bilhões, em preços de dezembro de 2018. Desde então, o setor recuperou R$ 13,1 bilhões, ou seja, 45% do estrago acumulado ao longo da última recessão.

Mesmo assim, o cenário permanece otimista para este ano. “A evolução real das vendas confirmou a continuidade do processo de recuperação do varejo no ano passado, tendência também confirmada pela recuperação do emprego formal no setor, no ano passado (+71,5 mil vagas), e pela retomada da abertura líquida de lojas (8,1 mil em 2018) após quatro anos”, disse o economista da Confederação.

Para 2019, a CNC prevê crescimento de 5,6% nas vendas do varejo ampliado e de 3,0% no varejo restrito. “O maior ritmo de atividade econômica e o papel desempenhado pelo consumo das famílias no PIB deverão permitir que as vendas no varejo mantenham tendência de alta”, concluiu Fabio Bentes.

 

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