2 August, 2017

Cetur participa de debate sobre segurança pública no Rio de Janeiro

Crédito: Eraldo Alves - Cetur/CNC

Presidente do Cetur, Alexandre Sampaio; o presidente da Embratur Vinicius Lummertz e o general Sérgio Etchegoyen

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O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Alexandre Sampaio, representou a entidade no Encontro Brasil de Ideias, seminário que debateu a necessidade de integração entre as forças de segurança pública nas instâncias federal, estaduais e municipais. O evento foi realizado dia 1º de agosto, após a publicação do decreto presidencial que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem na cidade, assinado em 28 de julho.

O seminário reuniu o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Sérgio Etchegoyen; o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Augusto Nardes; o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz; e o secretário nacional de Política sobre Drogas, Humberto Viana; para debater a situação da segurança pública e como a violência vem impactando a economia e o turismo, com foco no Estado do Rio de Janeiro.

Para o presidente do Cetur/CNC, Alexandre Sampaio, a iniciativa privada fez um investimento na cidade e dobrou o número de leitos disponíveis nos hotéis, de 30 para 60 mil, e hoje sofre com a baixa ocupação, que gera prejuízos e demissões no setor. “Precisamos de mecanismos e ações que sejam eficazes no combate ao crime e à violência, para que tenhamos resultados com a promoção do destino e a criação de uma agenda de eventos para a cidade”, afirmou.

O general Sergio Etchegoyen enumerou ações para combater o crime organizado, entre elas: desarmar as organizações, desativar as cadeias de comando e capturar os recursos financeiros destas. Ele defendeu o endurecimento das leis e a valorização dos policiais. “Não adianta reclamar dos nossos policiais porque não temos outros e são eles que vão entrar na favela para combater os criminosos. É preciso que nós cidadãos busquemos a valorização dos nossos policiais”, afirmou o ministro-chefe do GSI. Já José Augusto Nardes destacou que é preciso uma política integrada de segurança para resolver o problema da violência. “Combater o crime organizado no Rio e em São Paulo não é suficiente, temos que combater na fronteira, por onde entram muitas drogas e armas no País”, disse o ministro do TCU. Para o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, a ação policial precisa estar acompanhada de ações sociais, ou não se sustenta.

“Houve um aporte muito grande de recursos para dotar a cidade de melhorias na infraestrutura, tanto por parte dos governos quanto da iniciativa privada. Nos Jogos Olímpicos, aqui era o lugar mais feliz do mundo. Não temos o direito de deixar morrer esse legado. Temos que atacar firme o problema da segurança, agregar soluções na área social, para que haja uma reação na economia, o que aqui significa turismo”, defendeu o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz. O evento contou ainda com a participação do general Marco Aurélio Vieira, diretor de Operações do Comitê Rio 2016, do coordenador do Movimento Nacional em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, Edson Vismona e do secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Índio da Costa.

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