10 August, 2018

Marketing de incentivo potencializa a produtividade

A presidente da Mark Up e especialista em Marketing Promocional, Silvana Torres

Crédito: Christina Bocayuva

A presidente da Mark Up e especialista em Marketing Promocional, Silvana Torres

O marketing de incentivo é utilizado para aumentar a produtividade de equipes e garantir maior motivação e engajamento dos colaboradores nos valores e propósitos das empresas, o que consequentemente impulsiona a marca. O tema foi abordado pela presidente da Mark Up e especialista em Marketing Promocional, Silvana Torres, durante o seminário Live Marketing – A Nova Inteligência para Marcas e Cidades, realizado pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, em 8 de agosto, no Rio de Janeiro.

As iniciativas de marketing de incentivo envolvem premiações de equipes ou funcionários que conseguem cumprir metas estabelecidas pela empresa. Como os programas de incentivo são realizados para o público interno das empresas, o tema é pouco divulgado. “Os projetos de marketing de incentivo são normalmente confidenciais, só a marca e os participantes acabam tendo conhecimento e entendendo o poder dessa ferramenta”, afirma Silvana.

Tecnologia é aliada do marketing

A entrada da tecnologia foi uma grande aliada para o marketing de incentivo por tornar as campanhas mais baratas e com maior alcance. O uso de ferramentas como WhatsApp, email mkt e call centers, por exemplo, facilitou a logística e reduziu os custos de realização de campanhas, que muitas vezes envolvem equipes e revendedores de diferentes pontos do País.

Retorno da premiação

Segundo a presidente da Mark Up, por meio de pesquisas concluiu-se que existem premiações que geram retornos mais duráveis que outras. “Durante um ano, eu lembro que o dinheiro que entrou na minha conta corrente foi fruto do retorno daquela campanha. Quando o prêmio é um carro ou TV, um produto, o residual na memória é de 2 a 5 anos. Mas o maior residual, que dura 10 anos, é quando a premiação é uma viagem de incentivo”, explica. As viagens geram experiências e vivências que marcam as pessoas, mexem com as emoções e ficam registradas na memória.

Um exemplo de sucesso

Silvana apresentou o case de criação do programa de relacionamento VIP Club da Johnson & Johnson. A empresa já possuía campanha de incentivo havia muitos anos, mas não era referência e fazia 3 anos que nenhum colaborador/revendedor batia as metas estabelecidas. O desafio é que a marca queria que o mesmo cuidado e a atenção que entrega aos clientes fossem transmitidos aos colaboradores e que eles se sentissem diferenciados. Do briefing da empresa, que envolvia o debate sobre o valor, a identidade e o propósito da marca, nasceu o nome VIP (Valor, Identidade e Propósito) Club.

A campanha de incentivo foi transformada em um programa perene de relacionamento que possuía campanhas de incentivo com entregas ao longo do ano, por trimestre. As regras do programa não estabeleciam competição entre os participantes, estabeleceram as metas e quem as alcançasse seria premiado. “Mudamos as regras e passamos a valorizar desempenho individual e global. E em vez de motivar, que é um movimento externo, buscamos o engajamento, que é compartilhar e criar o sentimento de pertencimento”, explica Silvana.

No primeiro ano do programa, foi realizada uma premiação final coletiva para 100 participantes que conseguiram bater as metas. Foi realizada uma viagem com todos, que incluiu uma série de experiências como luau na praia, vivência e participação em ritual com população indígena, um desafio com regatas e pernoite em alto mar. “O que entregamos neste primeiro ano foi um baita residual na memória das pessoas; o desejo de alcançar as metas para aqueles que não estavam na viagem, porque os participantes faziam postagens constantes; e um programa que inaugurou uma nova cultura, que é buscar uma vivência incrível que está relacionada à performance, afinal não somos uma agência de viagens ”, conclui Silvana.

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