31 August, 2018

Perspectivas para os cruzeiros brasileiros

Mesa de abertura do evento conta com a presenta do ministro do Turismo

Crédito: Joanna Marini - CNC

Ministro do Turismo fala aos representantes do setor de cruzeiros marítimos, empresários e entidades públicas

Durante o II Fórum Clia Brasil, realizado no dia 29 de agosto, em Brasília, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, enfatizou a questão dos investimentos. “Precisamos enfrentar as dificuldades nessa cadeia de produtividade. Hoje, nossa estrutura tributária, infraestrutura ruim, falta de regularização, insegurança jurídica e burocracia, afastam investidores externos. É preciso trabalhar essas questões para nivelar nossa competitividade à dos outros países.”

Em comparativo com outros países, o ministro destacou a necessidade de mudanças em espaços públicos, parques, praças, ciclovias, que mudam a qualidade de vida das pessoas, nas cidades.

“Vejamos as diferenças: temos muito mais áreas verdes, 66 hectares, contra 19,9 nos EUA. Eles têm 330 milhões de visitantes em parques naturais, que foi a base do turismo deles – interno e barato.”

Para avançar, o ministro sinalizou a criação de um modelo que gere um sistema brasileiro de turismo, o qual conte com secretarias de Estado, que, por sua vez, tenham financiamento do poder público. “Devemos ter uma agenda nacional de investimento, temos que falar claro sobre a questão.”

“O Brasil está decolando, temos condição, para os próximos 40/50 anos, de movimentar 53 setores da economia com a melhoria dessa produção, dessa produtividade, dessa competitividade, sobre os vários anos da condição de investimento do nosso país”, avaliou.

O ministro disse estar certo de que há milhares de investidores estrangeiros que pretendem investir em resorts, como o grupo hoteleiro Vila Galé, mas construir uma unidade nova no Brasil gera uma grande dificuldade, por diversos fatores, como a burocracia. “Não é possível que um investidor precise esperar 12 anos para abrir uma marina ou um resort no Brasil”.

Ele elencou alguns esforços realizados: reformas; mudanças na Lei Geral do Turismo; projetos de lei; criação do Protetor mais Turismo, uma linha de crédito para todo o Brasil para investir em territórios em desenvolvimento. “Mas há uma complexidade que necessita de abordagem de problemas muito mais ampliada num país com 27 estados”, lembrou o ministro.

Ele antecipou ao públicos as datas em que o ministério se reunirá com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nos dias 4 e 5 de setembro.“A ideia é que o Sebrae invista R$ 200 milhões nos próximos dois anos e R$ 500 milhões, nos próximos cinco anos, e assim nos ajude a trabalhar com os prefeitos nesses territórios em desenvolvimento”.

Segundo o ministro, a ideia é que em cada região se verifique o que pode ser feito, ensinando os prefeitos a criar portfólios de desenvolvimento, a buscar o investidor, a trazer negócios, a pensar na cadeia produtiva. “Quais são as camadas que preciso ter de infraestrutura, de investimento, de ativação empresarial, de regulamentação? Como crio um ambiente de desenvolvimento?”, provocou Lummertz.

“Temos lugares maravilhosos inexplorados, sem atração, sem parques temáticos, píeres.

Mudança de hábitos nas cidades históricas. Se fizermos esse esforço, um grande surto de investimentos pode acontecer instantaneamente nesse país”, finalizou.

Cruise Lines International Association (Clia)

A Clia é a maior Associação da indústria de cruzeiros, possui 15 escritórios no mundo todo, incluindo o Brasil. 

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